Ausência

Há tempos não tenho notícias suas e sua ausência tem aumentado cada dia.

Você não deveria sumir assim.

Mas, quando o fizesse que deixasse ao menos o rastro de seu perfume pelo ar,

Ou pequenas marcas de suas  pegadas pelo chão,

Talvez quem sabe uma greta de porta em que passasse um pouco de sua luz,

Até mesmo uma simples mensagem em minha secretaria eletrônica dizendo que  voltará.

E que será em breve...



Escrito por Evilásio o louco... às 08h59
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Bacalhau Noite Feliz

1kg de Bacalhau 2kg de batata-inglesa  4 cebolas médias 100g de azeitonas  5 ovos  250ml de azeite Rendimento: 10 porções

PRÉ-PREPARO: Cortar o bacalhau em pedaços e dessalgá-lo. Após o dessalgue, retirar a pele e cozinhar os pedaços juntamente com as batatas descascadas e partidas ao meio. Após o cozimento, escorrer a água ainda fervente e deixar esfriar até uma temperatura manuseável. Desfiar o bacalhau em pequenas lascas e cortar as batatas em rodelas. Cozinhar os ovos até endurecerem, esfriá-los e cortá-los em rodelas. Cortar as cebolas cruas em rodelas. PREPARO FINAL: Usar uma travessa funda de vidro tipo pirex ou de barro e arrumar os ingredientes da seguinte forma: uma camada de lascas de bacalhau seguida por uma de batatas e outra e cebolas, ovos e azeitonas. Repetir as camadas até o término dos ingredientes. Nesta operação só devem ser usados 2/3 da quantidade de batatas. O restante deverá ser transformado em purê. Após a arrumação, regá-los com o azeite e cobri-los com o purê. Pincelar a cobertura com gema de ovo cru e levar a travessa ao forno até obter um dourado suave.



Escrito por Evilásio o louco... às 12h16
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Flor e Flor

Elas chegam como pássaros e acomodam-se em um banco da praça. Observo-as. Emolduradas pela  janela, Flor e Flor, entreolham-se, abraçam-se e acolhidas uma à outra descobrem-se em detalhes. Os cabelos, as mãos, cada parte parece não fugir a atenção de uma e de outra. Entrelaçam-se em beijos doces de flores. E ali ficam recolhidas em cuidados e em pequenas atenções.



Escrito por Evilásio o louco... às 15h12
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Como fazer Pastel de angu

Como fazer Pastel de angu

1 kg de fubá de moinho d’água,1 litro e meio de água,700 g de carne moída, cebolas médias,óleo para fritar,Tempero de alho e sal, cheiro verde, colorau, folhas de louro, pimenta malagueta a gosto.

Bater no liqüidificador meio litro de água, uma cebola, cheiro verde, sal com alho, louro e pimenta. Acrescentar 400 g de fubá e bater novamente. Despejar a mistura em um litro de água fervente, mexendo sempre, com uma colher de pau, para não empelotar. Quando estiver com uma consistência cremosa, tampar e deixar cozinhar por uma hora, em fogo alto. Depois de bem cozido, despejar os 600 g de fubá restantes e deixar cozinhar por mais dez minutos, mexendo sem parar. O resultado será uma mistura consistente. Virar numa tigela. Colocá-la dentro de um saco plástico, molhado, para esfriar (e não deixar entrar ar). Depois de fria, sovar a massa até ficar na consistência ideal para abrir com a mão. Umedecer as mãos com água, fazer um bolinha com o angu, achatá-la e abri-la com os dedos (na palma da mão) até ficar fina. Numa panela com um pouco de óleo, colorau e o restante dos temperos, refogar a carne moída. Deixar secar. Rechear a massa com a carne (que não deve estar quente) e fechar o pastel. Apertar as bordas com os dedos. Numa panela com óleo farto e bem quente, fritar dois pastéis de cada vez e só mexer quando corar (se o pastel estiver congelado, deve ser frito assim que saiu do congelador). Rende 40 pastéis. 



Escrito por Evilásio o louco... às 10h18
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Os Óculos

Os óculos me vendam os olhos.
Vejo a realidade filtrada em suaves tons de verde.
Suave realidade.
Realidade?
De olhos vendados por óculos que nem são meus.
Vendo-me ou vendam-me, tudo muito Rosano.


Escrito por Evilásio o louco... às 19h16
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Para Dona Carmem

Estou escrevendo repleto de profunda emoção. Percebo que quanto mais amadureço, mais os laços com minhas origens se aprofundam.
Agora estou chorando e se confundem em mim os sentimentos de dor, saudade, gratidão, reconhecimento e alegria.
A dor pela sua partida, que sempre será prematura.
A grande saudade de sua presença forte e marcante, de seus aromas e temperos, de sua amizade e de seu acolhimento.
A gratidão por tudo o que sou e fiz, por me acolher em sua vida, e em seu seio, por me alimentar, proteger e erguer moral e emocionalmente.
O reconhecimento de que só cheguei até aqui por muita luta e renuncia suas.
A alegria de ver hoje o tanto de você que existe na Luísa, na Maria Júlia e mesmo em mim. Somos a sua continuidade a sua eternidade.

Obrigado por tudo.


Arildo

Escrito por Evilásio o louco... às 10h51
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Arte de amar

Thiago de Melo

Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.

Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.


Escrito por Evilásio o louco... às 04h08
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A visita

Evilásio e eu recebemos hoje uma linda vista, Donana Borbulinda Brabuleta. Ser maravilhoso, que habita nossos mais íntimos sonhos. Veio ver-nos, leu-nos e sorrimos juntos. Remexemos na caixa de lembranças e lá nos reconhecemos. Nós agradecemos.

Escrito por Evilásio o louco... às 03h59
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Diálogos de um Flaneur

Sinto uma necessidade de observar, de capturar pela retina as nuanças do concreto, isso me aflige, mas me encanta.
Sou movido por um desejo de conhecer do mundo, mas conhece-lo pelo detalhe, pelo entalhe, pela dobra, pela cor, por uma fresta, ou pelo olhar maroto de um anjo barroco, tudo isso me seduz e me prende indefinidamente a este espaço urbano.
Vagabundo? Nunca.
Perambulo pelas vias como um mascate de sonhos, meus sonhos, se não vivesse assim enlouqueceria.
Olho as colchas penduradas, e vejo quadros emoldurados por janelas, e as janelas emolduradas por paredes e as paredes emolduradas pelo tempo....
É assim, é assim que vejo.
Nem tudo me chama atenção, mas os detalhes, estes são como canto de sereia a me seduzir
Seduzido, me entrego, paro e diante de um objeto, de uma rua, de um canto de esquina observo.
Observo e penso.

Escrito por Evilásio o louco... às 16h21
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Hoje

Hoje vou me permitir um atrevimento...
Você é como um perfume bom, que se impregna no corpo, fica e refresca.
Como um vinho raro, que alegra e esquenta. 
Como uma brisa fresca, que sopra pequenos desejos.
Como uma chuva fina, que lava os enganos.
Ontem minha fada me deu sorrisos, um abraço, um fio de cabelo e momentos lindos do seu tempo.
Ontem fui feliz.


Escrito por Evilásio o louco... às 21h55
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Das verdades

Das verdades do meu amor não sei nada, apenas aferições, que nem verdades são.
Ela vem e vai como a fumaça do meu cigarro.
Entra e sai, dá prazer e leva um pouco de vida (sanidade).
Quem disse que amar é uma arte, tem muita razão. Amar é a arte das artes, inspira, espira e transpira felicidade e dor.
No amor como em toda expressão de arte e vida existe cada bomba.
Aos que morreram, minha homenagem, aos que sobreviveram minhas congratulações.
Será que as honras são apenas para aqueles que morrem


Escrito por Arildo às 21h24
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Não quero ser anjo

Dá-me asas borboleta, pois me recuso a ser anjo.
Quero as asas de minha borboleta,
Não quero ser anjo
Quero as asas de minha borboleta,
Quero deitar e saber que amanhã, não serei mais anjo.
Tocarei suas asas, voarei ai sim seus sonhos.
Beberei de suas lagrimas e beijarei de seu sorriso.
De minha borboleta quero as asas, os sonhos, os olhos e o sorriso.
Sempre e junto de mim.
Não quero ser anjo.
Anjos não podem ter asas de borboleta.

Arildo


Escrito por Arildo às 21h23
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Dizem que o homem que ri de si mesmo não perde o juízo e o povo que conta
histórias não desaparece.


Escrito por Arildo às 21h23
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Café com hortelã

Estou aqui pensando em sabores e me vem uma leve sensação de sabor.
Café com hortelã.
Seria bom? Não sei, nem me lembro de ter experimentado.
O que é o pensamento, mesmo não sabendo e nem experimentado, posso imaginar como seria um café, forte encorpado, com folhinhas frescas de hortelã.
Quente, refrescante, e com um contraste acentuado ao final.
É assim que penso do amor que não foi, que só desejei
Amores platônicos assim como café com hortelã, que gostaria de ter experimentado.


Escrito por Arildo às 21h08
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Nani

Hoje o Evilásio me pergunta sobre o Nani.
Não soube dizer.
Há tempos não o vejo.
O Ernani é dessas pessoas especiais, que possuem luz própria, alias muita luz.
Um humor e uma alegria tão grandes quanto sua sinceridade e seu amor pelos amigos.
Mas o que é a saudade, por onde andará meu amigo Nani?
Imagino agora que sendo um ser estrelado, deve estar por ai brilhando, passeando agarrado ao rabo de um cometa, ou vice versa.
Coisas de Estrela.
Saudades de Ernani.

Escrito por Evilásio às 02h57
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